terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sonhos e Sonhos

Acabou, é a única palavra que me ocorre. Portanto tenho que a deixar bem clara. Acabou! Se foi ou não um final feliz ainda não sei, mas foi um final incontestável.
O melhor para mim e não tenho quaisquer dúvidas. Outra certeza que tenho foi que o meu maior sonho se dissipou. Ainda por cima, não por não conseguir alcançá-lo mas por não o conseguir manter. Estou ciente disso e sei que me esforcei até as minhas forças se apoderarem de mim e me sussurrarem com uma grande vivacidade: “mais vale deixares um sonho, a prende-lo e poder transformar-se num pesadelo”. Mais uma vez deixei de parte os pensamentos e segui o desejo do coração.
Pensava que sim, mas afinal o amor não vence realmente tudo e é pena, porque seria tudo mais simples.
Foi mais uma das minhas grandes batalhas e mais uma que perdi. Poderão dizer-me que fui fraca e cobarde por desistir que eu com serenidade afirmarei que fui corajosa por tê-lo feito. Julgo mais forte que nunca.
Agora chegou a altura de procurar e encontrar outros sonhos e de preferência concretizá-los.
Não sei como será o futuro e nem sequer penso nele. Contudo, se algum dia me arrepender de ter ido quando podia ter ficado e ser amada como poucas pessoas tiveram/têm a sorte de ser saberei que fiz o que achei melhor no momento. Porque agora estou orgulhosa de conseguir ficar acompanhada apenas comigo própria, sentir-me livre e sem pressões. O agora é o mais importante, porque o amanhã não é o hoje ,por mais que se tente que seja...Amanhã tudo pode mudar…

Assim seja.


RR, 09/08/2010

17 comentários:

  1. Ingenuidade ou não, eu acredito que há coisas que nunca mudam. O meu dicionário ainda contempla o conceito do "para sempre" (ainda que essa página esteja ligeiramente amarrotada e ás vezes seja dificil de "ler").


    sublinho:
    “mais vale deixares um sonho, a prende-lo e poder transformar-se num pesadelo”. :)

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  2. “mais vale deixares um sonho, a prende-lo e poder transformar-se num pesadelo”

    "O agora é o mais importante, porque o amanhã não é o hoje ,por mais que se tente que seja...Amanhã tudo pode mudar…"

    nao poderias estar mais certa..

    adoro os teus textos Raquel *.*

    Beijinhos Rita Pereira

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  3. Não custumo responder a comentários, mas achei que este realmente merecia uma resposta.
    Eu também acredito no para sempre de que falas. Nunca disse que não. Contudo, há coisas que desejamos que sejam eternas mas que nunca passaram disso, desejos.
    Beijinho Sófia*

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  4. A responsabilidade de tornar as coisas meros desejos ou fazer com que sejam mais do que isso é , em grande parte, nossa!
    Como tal, é eterno o que assim desejarmos que seja...

    (salvo excepções, até porque por vezes "mais vale deixares um sonho, a prende-lo e poder transformar-se num pesadelo”) .

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  5. Então concordamos. Há casos e casos e as diferenças de caso para caso mudam tudo.

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  6. estive a ler a tua "descrição", o "acerca de mim", e tive de comentá-lo, e visto que li este teu texo cheio de frases... sábias e inspiradoras, comentá-la-ei (à descrição) aqui; não espero que me respondas, somente que vejas:
    - penso também, e muitas vezes já matutei nisso, que quem nos educa somos nós, que quem nos ensina a sermos nós..., somos nós, sem dúvida. Embora não possa deixar de me/te questionar se sem a influência exterior ao nosso pensamento, à nossa mente, e não falo de amigos, ou até mesmo inimigos, mas sim de pais (ou não) os nossos principais educadores, penso eu serem aqueles nos acompanharam na infância, na ingenuidade, seríamos capazes, como alguns não são, de termos força de vontade para NOS educarmos?
    Onde quero chegar com isto tudo e desculpa o "testamente" e a massada :S é se sem termos sido primeiramente educados por alguém de uma determiunada forma, seríamos capazes de nos educar a nós próprios?

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  7. tu não tens jeito, tu tens talento que é bem diferente . grande texto ,beijinho raquelinha

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  8. Acho que apenas o facto de teres lido algo meu e dares-te ao trabalho de me escrever esse pequeno testamento para me questionares a mim e ao mesmo tempo a ti é um enorme elogio. Digo-te já que não me massa nada saber que te importas, temos falta é de gente que pensa e se questiona das coisas maus ou até mesmo as menos sérias da vida (ou não). Portanto, com todo o agrado deixo a minha resposta: se reparares, há pessoas bem formadas que deram a melhor educação do mundo que criam pessoas más, sem qualquer ponta de bondade. Também há quem seja mau e que crie e dê uma educação péssima ao educando e no entanto poderá sair daí uma excelente pessoa com um carácter bondoso. É certo que também há quem eduque bem e saía dessa educação um rebento maravilhoso e quem eduque mal e saía um selvagem... Simplesmente, a meu ver, aí uns 20% (isto, dito e apenas dito por mim) são devido ao encarregado da nossa educação. Todo o restante, penso ser devido apenas a nós/a mim própria e à nossa maior ou menor capacidade de saber perguntar “será que isto é o certo?”, não ficando pela pergunta e indo à procura da resposta. Há quem não se dê ao trabalho de o fazer e há quem nunca faça sempre essa dita pergunta.
    Podes sempre analisar e dar a tua opinião, agradeço-te imenso. Se achar que é caso para isso, responderei sempre.
    Beijinho D' e muito obrigada.

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  9. Sinto-me então lisonjeado por sabê-lo, e com certeza que me importo.
    Inevitavelmente, não posso deixar de concordar, e acho que os 20% (o que foi dito e apenas dito por ti) representam muito bem o que era mesmo suposto representar, a influência do educador no educando. Quero só desculpar-me por não me ter feito entender devidamente, e porque creio que não foi assim que o entendeste; se sim, tanto melhor :) mas quando eu me/te interroguei se o facto de termos sido primeiramente educados, «de uma certa maneira» não seria um factor influente, não disse obrigatoriamente que seria uma boa educação (não comentando agora se alguém sabe AO CERTO o que é uma boa educação), somente esta ideia queria deixar clara. Contudo, e embora na minha cabeça continua a ideia que nunca sou capaz de exteriorizar de que a distinção do certo ou errado e a nossa formação parte, indubitavelmente, da nossa pessoa.
    Pergunto isto simplesmente por sempreee me suscitar esta questão (embora não a defenda pessoalmente), como agora ao ler a tua eloquente resposta, se de um qualquer modo, ainda que seja mínima, realmente mínima a preponderância de 20% existente na nossa educação, pergunto-me se essa intreferência não será o suficiente para sermos capazes de, como bem referiste, e como muitos não são capazes de o fazer e outros de responder, nos perguntar: "será que isto está certo?"
    Agradeço também eu pela tua resposta e fico feliz por também tu te importares :)
    Beijinhos

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  10. Entendo perfeitamente! As bases costumam ser o mais importante da nossa vida e costuma ser o que chamo de “empurrão” para nos tornarmos o que somos. Não deixa de ser um costume, há muitas excepções. Muito pessoalmente, tenho a certeza que cada um tem algo interior. Acho que temos características que já nasceram connosco e que por mais que tentemos mudar isso ou esconde-lo, estão sempre lá. Dou-te um exemplo bastante pessoal e particular, para ser mais fácil dar-me a entender. Tenho uma irmã que foi educada da mesma maneira que eu, pelas mesmas pessoas, nas mesmas condições. No entanto, somos os opostos completos. Acreditamos em coisas muito diferentes, vemos a vida de uma maneira bastante distinta. Porque fomos ambas procurar as respostas e encontramo-las nos sentidos opostos! Se tivesse uma base de educação diferente, acredito piamente que ia ser a mesma pessoa que sou hoje. Acredito que haja algo, algo mais profundo, algo que nasceu connosco, algo.

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  11. Podes ter perdido algumas batalhas, mas uma coisa tu nao perdeste, a guerra.
    Os teus textos fazem-me ver as coisas doutra maneira.
    Tens um dom qualquer, que dá um sentido as palavras especial, que por consequência formam frases e dessas frases surgem maravilhosos textos :)
    Admiro-te e estimo-te muito, sabes bem disso ;)
    Beijinho

    Inês Oliveira

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  12. Antes de mais, quero que me perdoes pela demora da tua merecida resposta, quando escrevi a minha resposta a ti pela 1ª vez, mesmo quando estava a atingir o clímax da transimissão das minhas ideias, do nada, o texto dissipou-se... desde então não vim mais até aqui :c
    Mas quanto ao que disseste: exactamente, é mesmo esse "empurrão" de que falo. Embora, desculpa-me, não concorde que as pessoas tenham algo no interior, que já tenham nascido connosco certas características... e comentando o teu exemplo, tenho para ti também um semelhante, visto que tenho também eu uma irmã (mais nova) que foi educada da mesma maneira que eu, pelas mesmas pessoas, embora não possa assegurar-me que foram as mesmas condições, visto que já eu era nascido e ela teve, desde o começo, alguém com quem partilhar o mundo, ainda assim, como no teu caso, eu e ela somos opostos, e entenda-se, opostos mesmo, eu gosto (amo) de Basket, ela de futebol (bah!), eu sou do FCPorto, ela do Benfica, pequenos exemplos das nossas diferenças, e isso, e passo a citar: "Porque fomos ambas procurar as respostas e encontramo-las nos sentidos opostos!". Posto isto, lamento, mas não posso concordar contigo quando dizes que existe algo mais, não creio nisso, simplesmente porque acho que «a pequena diferença faz toda a diferença» e o facto de uma pessoa ser criada num ambiente ligeiramente diferente, nem que seja só por ter um irmão, ou por ter crescido numa "época" diferente, influencia tudo... respeito o que pensas e não me atrevo a ser presunçoso e arrogante ao ponto de não o fazer e dizer que não é verdade, que está errado, apenas não tenho a certeza e a minha incerteza faz-me pensar de outra maneira... não sei.

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  13. Pois e ainda bem que discordas comigo, porque também não tinha piada nenhuma se acreditássemos todos nas mesmas coisas, nenhuma mesma. Talvez tu tenhas razão, talvez não. Sinceramente, uns dias sou mais crente numas coisas e noutros sou noutras totalmente diferentes. E é possível que com o que o que viver daqui diante mude de opinião, pode mudar já amanhã. Por agora mantenho a minha posição, incondicionalmente (até o deixar de ser ou não).
    O que continuo a defender é que nós nos educamos mais que qualquer outra pessoa que tenha tido influência até um certo ponto do que somos.
    Muito obrigada (:

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  14. Certamente...
    De nada, o prazer foi meu! :D

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