sábado, 28 de agosto de 2010

Eternamente

Bom dia! (será este o último dirigido a ti)
Não te esqueci, tenho a certeza que isso nunca irá acontecer porque marcaste-me, de uma boa ou má forma, marcaste-me. Vives em mim, cada vez menos, mas vives e arrisco a dizer que viverás sempre. Foste um ano e dois meses de milhares e milhares de emoções, um (in)constante turbilhão de emoções, que me fez pensar, sentir, questionar, crescer, viver um carrossel de sonhos para o futuro, que, acabaram por se dissipar por completo. Sofri, sofres-te, aprendi, aprendes-te. Amei-te – ainda amo – e desejei odiar-te o suficiente para não te amar. Sinceramente até hoje, o que cheguei a sentir por ti, numa certa altura, julgo ter sido o sentimento mais parecido com o ódio. Por te amar de mais, não gostava de ti, se é que me entendes.
Não te desejo mal e tenho todas as certezas do mundo que serás sempre demasiado relevante na minha vida para puder dizer “esqueci-te”. Estaria a hiperbolizar de uma forma gigantesca se o fizesse.
Tudo o que de horrível te disse sabes que é por querer simplesmente deixar de te amar, para seguir em frente de uma forma saudável. Só quero ter a certeza que futuramente serei realmente livre, livre de espírito. Para um dia, mas tarde, puder voltar a amar alguém, de verdade. Sei que acabará por acontecer, mais cedo ou mais tarde. Só tenho o desejo, que, por uma vez, seja indolor.
Não encaixamos, nunca encaixámos. Tu sabes, eu sei, toda a gente sabe. Seria totalmente possível e ao nosso alcance (apesar de difícil) conseguirmos encaixar como as nuvens encaixam no céu. Todavia, deixaríamos de ser reais, passaríamos a ser ensaiados e deixávamos de ser nós para fingirmos. Não seriamos puros, o que, apesar de tudo, sempre fomos. Sendo assim, não teria sentido nenhum fazê-lo. O melhor foi terminar algo que passaria de uma realidade infeliz a um teatro completo.
Não sei porquê, mas tenho que referir variadas vezes porque acabei algo que demorei tanto a conquistar e a construir. Deve ser porque quero que eu própria entenda que não foi por ser uma miúda mimada, que quer, consegue e depois farta-se e deixa de querer. Não foi definitivamente o caso. Tu, tenho esperança que algum dia tenhas essa noção.

Juntos ou não, seremos eternamente, toscos.

RR, 28/08/2010

5 comentários:

  1. É impressionante a maneira com que "jogas" com as palavras e como mostras as emoções,é tudo muito puro e muito claro! Superas a cada palavra,cada frase,cada texto que escreves.
    Qualquer pessoa(com o minimo de sentimentos)se emociona/espanta ao ler isto.
    Para mim não são apenas palavras interligadas!
    Orgulhas-me!

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  2. Amor, sei o que estás a sentir neste momento, passei à pouco tempo pelo mesmo, comigo foram exactamente 1 ano e 2 meses tal como tu e sei que agora é dificil, mas vais superar isso. Dá tempo ao tempo e tudo vai correr bem .
    Disseste-me à algum tempo que querias fazer um blog, só descobri hoje que o fizeste, e realmente escreves muito bem, parabéns :)

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  3. Fiquei,completamente, sem palavras e desculpa-me por não encontrar comentário à "altura".

    sublinho:
    "O melhor foi terminar algo que passaria de uma realidade infeliz a um teatro completo." :)

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  4. Vejo-me nestas tuas palavras .
    Amei o texto *.*

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