
Somos extremamente estúpidos, tenho dito. A base das nossas emoções, as que nos dão vontade de viver, de sorrir, as que consideramos realmente importantes, parecem-me tão fúteis, que nem tenho palavras. Eu, que sou tantas vezes acusada de ter sempre uma palavra a acrescentar, de não conseguir estar calada, quando todos se calam. Eu, que falo, de mais (diz-se por aí), fico sem palavras, quando em vez de o amor, o verdadeiro amor, aquele que devia envolver todos, que devia sobressair em todos, esse amor é substituído por roupas de marca, por saídas todas as noites, por ser o rapaz que "curte" com o maior número de raparigas, ou por ver quem tem o namorado mais giro. Por saber quem é o mais rico, o mais pobre, o mais gordo, o mais magro. Muitas vezes, por cuscar e destruir o que não toleramos que os outros tenham de melhor. Eu, insiro-me nas pessoas que quer roupas de marca. Culpa minha, sou tão estúpida! Tanta futilidade da minha parte, por gostar tanto de me vestir, de escolher roupas para toda a gente. Desculpem-me.
Se Deus existe, tenho que concordar, DEVIAMOS ser todos irmãos, tratados da mesma forma, vivermos sem quaisquer privações (do necessário). Deviamos ser todos irmãos, se fossemos todos iguais. Como é que o mais racista de todos pode ser irmão do mais pacífico? Como podemos igualar o bom, se somos o mau? Sendo assim, não seriamos irmãos. Não somos! Ainda não descobri bem o grau de parentesco...
Somos tão incrivelmente estúpidos! O mais grave, é quem nem o conseguimos ver.
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