Eu dou tudo o que tenho, tudo o que posso, tudo o que consigo. Sou aquilo que dou, mesmo. Se dou é porque mereces. Contudo, se dou e não vejo nada a ser retribuído, é certo que não serei parva nenhuma, a ser como que uma flor arrancada da terra onde permanecia, saudável e feliz, usa-la, cheira-la, mostre-a, depois, simplesmente é deitada fora, apenas e só porque tu a arrancas-te do seu lugar. Estou a murchar… Esquece, tu é que estás. Eu sou a flor, que no auge da sua morte renasce, uma força da natureza. Tu és… Eu nem sei o que tu és.
Não dás valor ao que tinhas porque julgas ter melhor. Agora não esperes que eu, quando te fartares da nova flor, vou estar contigo, ao teu lado, a dar-te apoio, a levantar a moral, tratar-te bem, mesmo nos momentos em que só merecias um estalo. Não vou estar para te mostrar o caminho certo, para dizer que estás a fazer o errado. Não vou estar para te sorrir e fazer de tudo para não chorares. Não vou pôr a tua felicidade à frente da minha, nem pôr os teus interesses à frente dos meus. Quando falarem mal de ti, não te vou defender, quando caíres não te levantarei, não te darei mais a mão. Não estarei para ti.
Olha a tua volta! Dás-te ao luxo de pensar que há mais flores como eu, melhores!? Dás-te ao luxo de achar que mereces melhor? Dás-te ao absurdo de achares que és assim tão bom? Olha lá de novo… Estás a ver? Agora não vais ter ninguém para aturar as tuas birras.
Eu dou o que tenho, com a esperança que será retribuído. Com esperança que me guardes em ti como eu te guardo em mim. Só queria mesmo que pensasses que eu não sou uma boneca ou assim, pousada num canto do quarto, já cheia de pó, porque não lhe ligas há imenso tempo, depois vais lá, limpa-la e brincas com ela, como se o ontem fosse inexistente. Uma novidade, o passado conta.
Eu estive aí, do teu lado, nos momentos em que mais precisas-te, agora deixas-me, com a esperança que quando precisares de novo, estarei outra vez contigo, a dar-te a mão. Quando te arrependeres do que fizeste, quando vires que eu sou feliz e tu já não és. Quando sentires realmente que às vezes só sentimos falta das pessoas quando já não as temos, aí será já tarde demais. Porque o relógio não pára, a vida não espera por nós e eu já não espero nada de ti.
Não te esqueças que eu te avisei, fui tua amiga.
Mas eu não sou à prova de bala, à prova de tudo.
RR, 08/02/2010
Não dás valor ao que tinhas porque julgas ter melhor. Agora não esperes que eu, quando te fartares da nova flor, vou estar contigo, ao teu lado, a dar-te apoio, a levantar a moral, tratar-te bem, mesmo nos momentos em que só merecias um estalo. Não vou estar para te mostrar o caminho certo, para dizer que estás a fazer o errado. Não vou estar para te sorrir e fazer de tudo para não chorares. Não vou pôr a tua felicidade à frente da minha, nem pôr os teus interesses à frente dos meus. Quando falarem mal de ti, não te vou defender, quando caíres não te levantarei, não te darei mais a mão. Não estarei para ti.
Olha a tua volta! Dás-te ao luxo de pensar que há mais flores como eu, melhores!? Dás-te ao luxo de achar que mereces melhor? Dás-te ao absurdo de achares que és assim tão bom? Olha lá de novo… Estás a ver? Agora não vais ter ninguém para aturar as tuas birras.
Eu dou o que tenho, com a esperança que será retribuído. Com esperança que me guardes em ti como eu te guardo em mim. Só queria mesmo que pensasses que eu não sou uma boneca ou assim, pousada num canto do quarto, já cheia de pó, porque não lhe ligas há imenso tempo, depois vais lá, limpa-la e brincas com ela, como se o ontem fosse inexistente. Uma novidade, o passado conta.
Eu estive aí, do teu lado, nos momentos em que mais precisas-te, agora deixas-me, com a esperança que quando precisares de novo, estarei outra vez contigo, a dar-te a mão. Quando te arrependeres do que fizeste, quando vires que eu sou feliz e tu já não és. Quando sentires realmente que às vezes só sentimos falta das pessoas quando já não as temos, aí será já tarde demais. Porque o relógio não pára, a vida não espera por nós e eu já não espero nada de ti.
Não te esqueças que eu te avisei, fui tua amiga.
Mas eu não sou à prova de bala, à prova de tudo.
RR, 08/02/2010
Isto é assim, acho que tens IMENSO jeito, para escrever, expressas muito bem os teus sentimentos, o que é bom, e este texto, está magnifico, mesmo, mesmo, mesmo.
ResponderEliminarContinua meu amor, Cláudétji*
"Porque o relógio não pára, a vida não espera por nós e eu já não espero nada de ti."
ResponderEliminarmiúda tu sabes de tudo o que te digo e o que não te falta mesmo é jeito, e eu sei que comigo tu não murchas
Su
Simplesmente amei, nao consigo encontrar palavras para descrever o que acabei de ler, apenas digo que este texto me "tocou" de muitas maneiras.
ResponderEliminarfogo, parece que sinto tudo o que expressas nos textos :o
ResponderEliminarTens muito jeito Raquel!
Beijinhos Rita Pereira