É de noite, 01h42 da manhã para ser mais precisa. Morro de sono e em vez de dormir, escrevo. Apetece-me escrever. Então, deitada na cama com a luz acesa, com os fones a vibrarem contra os meus tímpanos, ouço música e escrevo.
No final de um dia, igual a tantos outros, deixo que a noite me embale à sua maneira, para eu, à minha maneira me embalar num caminho de sono profundo que me dará conselhos para, de manhã, acordar mais sábia e enfrentar as dificuldades de outro dia, igual ao outro, igual ao outro.
Eu conto-vos portanto algo que tenho a certeza não vos interessar. Mas não faz mal, pois não!? Ouçam-me como quem ouve. Ouçam o que vos conto porque mais uma vez a noite tem este efeito em mim. Fazer coisas, mudar algo, transmitir tudo. Peço-vos então o que nunca me atrevi a pedir antes. Ouçam-me! Porque hoje, hoje eu vou contar-vos uma história que merece ser ouvida.
«Era uma vez uma menina pequena e um jovem senhor.
Ela tinha muito que aprender. Ele tinha muito que aprender mas tinha ainda mais para ensinar.
O jovem ensinava pequenas lições, que, entrelaçadas se tornavam com um tamanho sequer impossível de imaginar. Sempre com um sorriso nos lábios ele ensinava com uma força e vontade nunca antes vista. Já ela, nem sempre agradecia, nem sempre tinha o sorriso nos lábios por estar a aprender.
Ele chama-se pensamento e hoje a pequena agradece e sorri, sempre.»
Pronto, acabou! Custou muito?
Agora a pequena vai dormir. Já é tarde e ela tem sono.
Boa noite e sonhos da vossa cor favorita.
RR, 08/07/2010